Se não bastasse o cenário eleitoral desfavorável, pondo em dúvida sua eleição de deputado estadual, como tem mostrado as pesquisas eleitorais, o candidato Jorge do Rosário (PL) tem uma “bomba” nas mãos à véspera da eleição: explicar o saque de R$ 400 mil apreendidos pela Polícia Federal, sacados por um irmão da conta de sua empresa, a Repav.
O dinheiro foi apreendido quinta-feira (1//10), e sua origem é investigada pela Polícia Federal sob suspeita de utilização ilícita na campanha eleitoral. Documentos encaminhados à Justiça Eleitoral revelam que a investigação apura possíveis crimes de “lavagem de dinheiro e corrupção eleitoral”. A PF apreendeu o dinheiro, a partir de uma denúncia do Coaf.
O Coaf identificou uma “movimentação atípica” na conta da empresa do candidato e acionou a Polícia Federal. A investigação aponta que o saque debitado na conta da Repav teria sido feiro por José Ferreira do Rosário Neto, sócio minoritário da empresa e irmão do candidato a deputado estadual. A Polícia Federal pediu a quebra de sigilo envolvendo o caso.
DEFESA – Em nota, a assessoria de Jorge do Rosário informou que o caso não tem relação com sua candidatura, nem com o financiamento de sua campanha. Segundo a defesa, Jorge “não recebeu, não movimentou nem auferiu qualquer benefício” relacionado aos R$ 400 mil.
De acordo com uma nota, o dinheiro apreendido pela Polícia Federal, destinava-se ao pagamento de “obrigações comerciais e ao pagamento da folha de pessoal no final do mês, tratando-se de questão de natureza estritamente empresarial/privada” no âmbito da empresa familiar.
UMA BOMBA: R$ 400 mil apreendidos pela PF pertence a Jorge do Rosário, candidato à Alern

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