Guerra de “fake news” vira queda-de-braço entre candidaturas de Lula e Flávio na batalha do voto

A campanha eleitoral no segundo turno virou um jogo de narrativas entre os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A guerra das “fake news” ganhou novos capítulos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e coloca as redes sociais no centro da disputa presidencial.

Nos últimos dias, decisões judiciais envolvendo publicações, inteligência artificial e canais de mobilização política acirraram o confronto entre as duas campanhas.
Um dos episódios mais recentes envolve o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones. Após pedido da campanha de Flávio, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal.

A medida, porém, foi derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Em relatório divulgado pelo TSE, a área técnica do tribunal informou que não encontrou, no período analisado, as publicações falsas apontadas na denúncia.

Porém, o documento registrou o uso recorrente de linguagem polarizadora e a atuação coordenada na disseminação de conteúdo. O caso ampliou as críticas à postura do TSE.

Já a campanha de Lula também acionou a Justiça contra supostas restrições algorítmicas nas plataformas da Meta, alegando prejuízo à distribuição de suas publicações. A empresa negou que tenha promovido tratamento desigual deliberado.

O caso mais recente envolve a veiculação da propaganda eleitoral de Flávio sem áudio.

São farpas para todos os lados. O desafio do TSE de combater a desinformação sem restringir a liberdade de expressão, aplicando critérios claros e iguais aos dois lados.

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