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Procurador-Geral e Ministro da Justiça se reuniram na “calada da noite” em “agenda pessoal" em jantar até na Argentina

Fica cada vez mais evidenciada, a influência do Governo Dilma na elaboração da “Lista de Janot” elaborada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, com os nomes de políticos investigados na Operação Lava Jato na Petrobras. Janot e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tiveram ao menos duas reuniões “secretas”.

Uma delas, bem longe do Brasil, precisamente na Argentina, em dezembro de 2014. O encontro de Janot e Cardozo foi relevado pela Folha de São Paulo em reportagem especial. Depois, os dois voltaram a se encontrar no Brasil, em agenda “pessoal” _, como justifica a assessoria do Ministério da Justiça, ao confirmar tais “encontros”. 

Dúvidas à parte, a “lista de Janot” deu uma “mãozinha” para o PT, ao excluir a presidente Dilma de responsabilidades com o caso de corrupção na Petrobras, blindando-a contra a abertura de qualquer procecimento judicial. De quebra, inclui na relação dos investigados dois desafetos do governo, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB), e o senador Antônio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais.

Ao que transparece no processo enviado pela PGR para investigação no STF, as acusações contra Eduardo Cunha e Anastasia são bem frágeis, sem fundamentação jurídica mais consistente, que possa levar os dois parlamentares à condição de réus no Supremo Tribunal Federal. Foi estranho.
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