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No período em que ele esteve na presidência do Senado --dezembro de 2007 a fevereiro de 2009 -- foram editados 210 "atos secretos".

A maior parte dos "atos" assinados por Garibaldi Filho se refere a nomeações e alterações de cargos dentro da própria diretoria geral da Casa.

O senador se defende.

A assessoria de Garibaldi diz que "ele tem responsabilidade sobre os atos que assinou durante sua gestão e que esses atos estão publicados em sua página na internet".

Ainda segundo a assessoria do senador, "Garibaldi não determinou, em momento algum, que esses atos não fossem publicados".

A maioria dos 663 "atos secretos" assinados no Senado Federal, entre 1996 e 2008, foram nas gestões dos senadores Renan Calheiros --260 -- e de Garibaldi Filho -- 210.

O atual presidente do Senado, José Sarney, não assinou nenhum "ato secreto" na atual gestão. Porém nos dois mandatos anteriores foram assinados por ele 80 atos.

Os números foram levantados pela Comisão de Sindicância criada pelo Senado para apurar o caso.

A revelação do relatório deve esquentar ainda mais o clima no Senado.

O senador Pedro Simon (PMDB) já pediu a renúncia do presidente da Casa, José Sarney. Cresce também o movimento entre os senadores pela abertura de uma CPI para investigar o escândalo.

Foto: Cláudio Roberto

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