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E com R$ 100 milhões para obras em "caixa"

“Jamais pensei em precisaria vir nesse momento me pronunciar sobre o óbvio, informações públicas, mas o óbvio precisa ser dito uma vez que alguns não entenderam que terminada a campanha se deve descer do palanque e buscar fazer o que se propôs”.

Foi assim que a ex-prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini iniciou o seu primeiro pronunciamento oficial, depois de deixar o cargo, através de sua conta no Twitter, na noite desta segunda-feira (4).

Ao fazer uma série de esclarecimentos que revelam desconhecimento da estrutura administrativa da Prefeitura de Mossoró, por parte do prefeito, Allyson Bezerra e parte do seu secretariado, Rosalba reafirma que depois de recuperar as finanças municipais, deixou o município saneamento e, com R$ 100 milhões para obras.

Confira o pronunciamento de Rosalba, via Twitter:

Jamais pensei que precisaria vir nesse momento me pronunciar sobre o óbvio, informações públicas, mas o óbvio precisa ser dito uma vez que alguns não entenderam que terminada a campanha se deve descer do palanque e buscar fazer o que se propôs…

Dos servidores efetivos. No ano anterior à nossa posse, dos 12 meses da folha, só 9 roram pagos; 3 meses de salários atrasados. Nos 48 meses da nossa administração pagamentos 51 folhas salarias. Folha de dezembro, por exemplo foi paga no dia 18 do mês…

Quando nosso país foi golpeado pela pandemia e tivemos, não por nossa vontade, mas por uma necessidade daqueles primeiros meses que sequer conhecíamos esse vírus tão danoso, que decretar o fechamento do comércio e diversos setores da economia, sabendo que isto.

E isto foi uma grande vitória. Devido ao golpe nas receitas causado pela retração da economia  para SALVAR VIDAS, decretei a excepcionalidade esse ano do pagamento do décimo terceiro no mês de aniversário de cada servidor. O pagamento seria após a volta da normalidade econômica.

Num primeiro momento a projeção é de que não haveria receitas para pagar este benefício, mas mesmo a chegada de uma nítida 2ª onda que trouxe mais reflexos na economia, conseguimos honrar mais de 90% e ainda os aniversariantes dos 3 primeiros meses não tiveram nenhuma mudança. 

Ou seja, do ponto de vista da queda da arrecadação que houve, preservamos o máximo que a arrecadação permitiu , com as receitas do dia 30 e 31 que não puderam ser debitadas em contas de servidores pelo recesso bancário deixamos programado o pagamento de mais uma parte para hoje. 

Ignorar a pandemia e negar os sacrífico e os impactos na arrecadação para querer fazer politicagem neste momento é zombar da inteligência das pessoas. Vamos a outro ponto: recurso para obras, deixo só de recursos Finisa mais de R$ 100 milhões para obras.

Eu gostaria de ter recebido a Prefeitura há 4 anos atrás como estou entregando, com R$ 100 milhões para obras, além de convênio do Pro-Transporte que recuperamos. Esse reequilíbrio de Mossoró foi atestado e afirmado pelo Tesouro Nacional para liberar o Finisa.

Jamais pensei em decretar calamidade financeira pelas fortes perdas na economia e nas receitas, causadas pela pandemia, para não ter risco de perder recursos como o do Finisa e do Pró-Transporte, além de não afugentar investidores e empresas que queiram investir na cidade. 

Mas se um grupo ou alguém que chega ao Executivo deseja propagar isto, só posso torcer para que a cidade, apesar disso, continue atraindo empresas, investimentos, indústrias, embora eu tenha noção do quanto isso atrapalha. 

Uma coisa importante para qualquer cidade, não apenas para Mossoró e tão simples que sequer deveria ser uma sugestão. Para não apenas acessar o sistema administrativo, mas para começar uma administração: escolher e nomear um secretário de administração.

Só para finalizar: entrego com R$ 100 milhões de obras contratadas, um Finisa. Recebi com telefones da prefeitura cortados, postos da cidade se negando a vender combustível para veículos da prefeitura. Sem obras e apenas 1 ambulância na cidade, todas outras quebradas.
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