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Situação foi exposta em audiência pública, na Câmara, nesta quinta

A sobrecarga da rede municipal de Saúde em Mossoró, sem a devida contrapartida de Estado e municípios, continua a comprometer o setor. O problema foi reafirmado na audiência pública para prestação de contas da Saúde do Município, nesta quinta-feira (9), na Câmara Municipal.

Além cumprir exigência legal, ao prestar contas do quadrimestre setembro/dezembro de 2018, a reunião traçou panorama da Saúde, com participação de vereadores, Prefeitura e representantes sociais.

A secretária municipal de Saúde, Maria da Saudade Azevedo, alertou para o alto custo de serviços, sem repasses do Estado, por exemplo, pela atenção básica e Serviço Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A situação é agravada, segundo ela, pela demanda de outros municípios, também sem contrapartida adequada. “Das 31 cirurgias eletivas feitas semana passada, 21 foram em pacientes de outras cidades”, ilustra.

Para equilibrar o quadro, a secretária defende pactuação com Prefeituras vizinhas e regularização de repasses do Estado, o que informa estar sendo buscado através do diálogo com municípios e Governo.

“Também é preciso que o Orçamento da Saúde para 2020 seja o mais próximo possível da realidade”, defende Saudade Azevedo, ao pedir apoio da Câmara, a quem cabe aprovação do projeto, em dezembro.

O posicionamento da secretária, que abordou ainda outros aspectos do setor, complementou a exposição de dados na audiência, conduzida pela secretária executiva de Atenção Básica, Joaniza Vale.
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