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As duas principais cidades do Rio Grande do Norte contarão com o auxílio de homens das Forças Armadas a partir deste sábado, 30. O Governo Federal vai enviar dois mil policiais para patrulhar as ruas de Natal e Mossoró. Os primeiros 500 homens do reforço federal já chegam nesta sexta-feira, 29, ao estado.

Em sua conta no twitter, o governado do estado, Robinson Faria, informou que o ministro da Justiça, Raul Jungmann, estará na capital potiguar na tarde desta sexta-feira assinar o ato.

Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o governo federal decidiu atender ao pedido feito nesta quinta-feira (28) pelo governador Robinson Faria, depois que equipes dos ministérios da Defesa, da Justiça e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) avaliaram a situação da segurança pública estadual.

“Dada a permanência do impasse quanto à questão salarial, a recusa dos policiais de voltarem às suas atividades normais e [ao fato de] que, embora não tenhamos até aqui uma explosão da violência, esta vinha crescendo gradualmente, concluímos ser necessário deslocar tropas para o estado a fim de garantir a lei e a ordem”, explicou Jungmann a jornalistas.

Nas próximas 48 horas, mais 1.5 mil militares serão deslocados de diversas unidades de estados próximos. A atuação militar será coordenada pelo Comando Conjunto das Forças Armadas.

Se necessário, o efetivo inicial será reforçado a atuará em outras localidades. Os militares das Forças Armadas reforçarão a presença federal no estado, onde 220 agentes da Força Nacional de Segurança Pública já atuam desde o ano passado: além dos 120 agentes que já estavam apoiando os órgãos policiais estaduais, no último dia 21 o governo federal autorizou o envio de mais 70 agentes para patrulhar as ruas da capital, Natal.

Para o ministro da Defesa, a situação de “anormalidade” em um período em que o estado recebe muitos turistas demonstra a necessidade de que seja discutida a ação de policiais civis e militares.

“Está na hora de termos clareza se as forças policiais podem ou não fazer greve. Pela lei, não podem, mas, na prática, o fazem, colocando a sociedade em uma situação de vulnerabilidade e medo. Entendemos a situação de quem fica sem salário, as vicissitudes e que há uma corresponsabilidade dos estados, mas lei é lei e deve ser cumprida”, comentou Jungmann, que viaja amanhã (30) para Natal, onde passará o réveillon, para acompanhar de perto a operação.

“Dentro da lei, vamos ser implacáveis na repressão de delitos e da criminalidade”, acrescentou o ministro, conclamando os policiais potiguares a retomarem suas atividades. “Faço um apelo para que, apesar de todas as dificuldades, retornem. Mais dia menos dia, esta situação aflitiva será resolvida.”

A paralisação dos policiais militares gerou uma onda de crimes em várias cidades do estado, principalmente na região metropolitana e Mossoró. Os dois municípios têm sofrido com homicídios, arrastões e arrombamentos desde a deflagração da operação ‘Segurança com Segurança’ dos policiais militares.

Policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte estão aquartelados desde a última terça-feira (19). Policiais civis trabalham em regime de plantão desde quarta (20). As categorias reivindicam, além de melhores condições de trabalho, o pagamento dos salários e 13º.

Eles não saem as ruas e ficam aquartelados dentro dos quarteis. A categoria reivindica o pagamento dos salários atrasados e melhores condições de trabalho.

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