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Ao culpar imprensa por “percepção da violência”, governador adota perfil de personagem do humor, que defendia abrir a boca só quando tinha certeza, ignorando suas declarações desastradas

O governador Robinson Faria (PSD) vem se notabilizando como a “Ofélia potiguar”. Só abre a boca “quando tem certeza”. Assim como o personagem humorístico da TV, “certeza” pra falar besteira.

Pois, bem. Assim, a “Ofélia potiguar” perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado, ao culpar a imprensa pelo desastre de sua política de segunda pública. No caso, insegurança pública.

O Rio Grande do Norte aparece como um dos Estados mais violentos do Brasil, o número de homicídios beira 1.500 notificações e o gestor reclama da “percepção da imprensa” a violência.

Na verdade, percepção falta mesmo ao governador para enxergar a realidade dos fatos, que a imprensa, no caso, apenas divulga. Jogar a violência pra debaixo do tapete não resolve o caso.

Aliás, a mídia tem sido condescendente com Robinson, porque a situação é muito mais grave. Não limita-se aos homicídios, não. Roubo de veículos, assaltos e outros crimes assolam o RN.

Mas nada é tão ruim para Robinson que não possa piorar. Agora, a Asscoiação de Delegados denuncia  que o governo gasta mais com flores e eventos, do que com segurança pública.

Segundo a Adepol, entre 2015 e 2017 o governo gastou R$ 645,5 mil em arranjos florais e eventos do Gabinete Civil, enquanto a Polícia Civil recebeu R$ 211,1 mil em investimentos.

Em nota, o governo estadual considera “inverídica” a declaração da Adepol, apresentando uma série de números e valores, que teriam sido investidos na segurança pública.
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